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List name
Espécies Nativas da Flora Brasileira de Valor Econômico Atual ou Potencial - Plantas para o Futuro - Região Norte, MMA 2022
Owner
sibbr.brasil@gmail.com
List type
Species characters list
Description
O livro, disponibilizado no formato de lista, apresenta mais de 150 espécies nativas da Região Norte com valor econômico atual ou com potencial e que podem ser usadas de forma sustentável na produção de medicamentos, alimentos, aromas, condimentos, corantes, fibras, forragens como gramas e leguminosas, óleos e ornamentos. Entre os exemplos estão fibras que podem ser usadas em automóveis, corantes naturais para a indústria têxtil e alimentícias e fontes riquíssimas de vitaminas. Produzido pelo Ministério do Meio Ambiente o livro contou com a colaboração e o esforço de 147 renomados especialistas de universidades, instituições de pesquisa, empresas e ONGs do Brasil e do exterior. Por meio da disponibilização dessa obra no formato de lista, os usuários podem realizar filtros diversos, obter os registros das espécies disponíveis na plataforma, além de outras informações. Instituição publicadora: Ministério do Meio Ambiente. Secretaria de Biodiversidade. Nome Completo do Responsável: Lidio Coradin, Julcéia Camillo e Ima Célia Guimarães Vieira. – Brasília, DF: MMA, 2022. Licença de uso: Licença de uso público com atribuição sem fins lucrativos (CC-BY-NC) Como citar: CORADIN, Lidio; CAMILLO, Julcéia; VIEIRA, Ima Célia Guimarães (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: plantas para o futuro: região Norte. Brasília, DF: MMA, 2022. (Série Biodiversidade; 53). 1452p. Disponível em: . Acesso em: dia mês abreviado ano (sem virgula)
URL
https://www.gov.br/mma/pt-br/assuntos/biodiversidade/manejo-euso-sustentavel/flora
Date submitted
2022-08-30
Last Update
2023-09-28
Is private
No
Included in species pages
Yes
Authoritative
No
Invasive
No
Threatened
No
Part of the sensitive data service
No
Region
Região Norte
Metadata Link
http://collectory:8080/collectory/public/show/drt1661896856710
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Aniba parviflora
Aniba parviflora (Meisn.) Mez
 
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Aniba rosiodora
Aniba rosiodora Ducke
Pau-Rosa
 
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Conobea scoparioides
Conobea scoparioides (Cham. & Schltdl.) Benth.
 
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Copaifera multijuga
Copaifera multijuga Hayne
Copaíba-Branca
 
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Copaifera reticulata
Copaifera reticulata Ducke
Copaíba-Branca
 
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Cyperus articulatus
Cyperus articulatus L.
 
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Dipteryx odorata
Dipteryx odorata (Aubl.) Willd.
Cumaru Ferro
 
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Hyptis crenata
Hyptis crenata Pohl ex Benth.
 
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Licaria puchury-major
Licaria puchury-major (Mart.) Kosterm.
 
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Piper aduncum
Piper aduncum L.
Pimenta Longa
 
Action Supplied Name Scientific Name (matched) Image Author (matched) Common Name (matched) Familia Nome popular Grupo kingdom Descricão taxonômica Importância ecológica Distribuição Fonte das informações
Aniba parviflora (Meisn.) Mez Aniba parviflora (Meisn.) Mez
Lauraceae
Macacaporanga
Aromáticas
Plantae
Aniba parviflora é uma árvore de porte médio, 3-5m de altura, com copa folhosa, ramos ascendentes rígidos. Ritidoma marrom pardo liso e opaco. Ramos nas porções em crescimento angulosos, gêmula apical transverso falcarado, opaco, pardo-marrom tomentoso. Folhas simples, coriáceo-cartáceas, alterno-espiraladas. Limbo oblongo espatulado; 7-9cm de comprimento e largura máxima 4cm no terço distal, ápice obtuso, base acuminada, dorsiventrais; verde opacas na face abaxial e verde lustroso adaxial. Pecíolo curto, 0,8-1cm, anguloso tomentoso. Enervação penada, secundárias camptódroma. Flores reunidas em cachos axilares, raque pardo tomentoso, 3-5cm, flores pequenas 2-3mm, amareladas. Fruto drupáceo oblongo-cilíndrico, imerso em um hipanto cupuliforme marcescente aderente ao pericarpo, marrom fibroso e seco. Epicarpo coriáceo, roxo escuro opaco.
O padrão de floração de A. parviflora pode ser considerado irregular e sua floração subanual. Isto é, ocorrência de mais de um ciclo de florescimento por ano (Newstrom et al., 1994). A presença constante de flores na população pode atuar como atrativo para polinizadores durante todo o ano (Piedade-Kiill; Ranga, 2000).
São nativas e endêmicas do Brasil, restritas à Região Norte. Aniba parviflora ocorre no Acre, Amazonas, Pará e Amapá
Espécies Nativas da Flora Brasileira de Valor Econômico Atual ou Potencial: Plantas para o Futuro - Região Norte Lidio Coradin; Julcéia Camillo; Ima Célia Guimaráes Viera. Brasília: MMA, 2022. 1454 p ISBN 978-65-88265-16-48
Aniba rosiodora Ducke Aniba rosiodora Ducke Pau-Rosa
Lauraceae
Pau-rosa
Aromáticas
Plantae
Aniba rosiodora é árvore de grande porte, podendo atingir 30m de altura e 2m de diâmetro. O tronco é retilíneo e ramificado no ápice, formando uma copa pequena. Possui casca pardo–amarelada ou pardo-avermelhada, aromática que se desprende em grandes placas. As folhas são coriáceas ou rígido cartáceas, simples, alternas, obovadas, elípticas ou obovado-lanceoladas, com 6-25cm de comprimento e 2,5-10cm de largura, margens recurvadas ou planas, face superior glabra e verde-escura e inferior pilosa e amarelo-pálida. As flores são amarelo-ferruginosas, hermafroditas e diminutas, dispostas em panículas subterminais. Possuem dois verticilos de tépalas.
Felsemburgh et al. (2016), estudando a fenologia de A. parviflora em um período de 44 meses, observaram botões florais e flores abertas ao longo de todo o ano, porém, com menor intensidade, nos meses de outubro e novembro. Foi observado também frutos verdes e maduros ao longo de todo o período estudado
Aniba rosiodora ocorre no Amazonas, Amapá e Pará (Flora do Brasil, 2017).
Espécies Nativas da Flora Brasileira de Valor Econômico Atual ou Potencial: Plantas para o Futuro - Região Norte Lidio Coradin; Julcéia Camillo; Ima Célia Guimaráes Viera. Brasília: MMA, 2022. 1454 p ISBN 978-65-88265-16-49
Conobea scoparioides (Cham. & Schltdl.) Benth Conobea scoparioides (Cham. & Schltdl.) Benth.
Plantaginaceae
Pataqueira
Aromáticas
Plantae
Ervas, 20-75cm altura, eretas a ascendentes, geralmente bastante ramificadas; raÏmos suberetos, glabros, quadrangulares, raramente subquadrangulares ou cilíndricos nas porções mais espessas; folhas opostas, glabras em ambas as faces, glanduloso-pontuadas ou glanduloso-foveoladas, sésseis, raramente pecioladas e, neste caso, com pecíolo pouco definido devido ao prolongamento do limbo foliar, lanceoladas, linear-lanceoladas, oval-lanceoladas, linear-oblanceoladas ou oblanceoladas, raramente lineares, elípticas ou ovais, ápice agudo, base atenuada, margem ligeiramente serreada em geral, raramente profundamente serreada, subinteira ou revoluta, (1,5-)2,2-9,3cm de comprimento, (0,15- )0,25-1,7(-2,0)cm de largura, internós 2,0-6,0(-9,5)cm de comprimento ; flores axilares, solitárias, menos frequentemente geminadas; pedicelo subereto a patente na floração, patente na frutificação, glabro, 0,9-1,5(-2,1)cm de comprimento, até 2,5 cm na frutificação; bractéolas opostas, inseridas junto ao cálice, glabras, linear-lanceoladas, ápice agudo, 0,1-0,15cm de comprimento, 0,05cm de largura, geralmente caducas; sépalas glabras, frequentemente ciliadas, esparsamente glanduloso-pontuadas, lanceoladas a oval-lanceoladas, ápice acuminado, 0,3-0,45cm de comprimento, 0,1-0,15cm de largura; corola azul, azul-violeta, azul-púrpura, lilás-azulada ou púrpura, com fauce amarela e lábio ventral com estrias azuis a alvas, com tubo esparsamente piloso externamente, 0,5-0,7cm de comprimento, lacínios suborbiculares, 0,2cm de comprimento, cápsula globosa, às vezes um pouco comprimida longitudinalmente, ápice arredondado, 0,3-0,5cm de comprimento, 0,3-0,5cm diâmetro (Souza et al., 2017). Apresenta flores brancas, azuis ou róseas (Maia et al., 2001).
Apresenta crescimento rápido, floresce e logo desaparece no meio da vegetação verde. É sensível ao fogo, porém é favorecida pelo solo resultante. Também pode ser encontrada em pastagens degradadas e floresce nos meses de abril a maio (Pott; Pott, 2000).
Espécie nativa, mas não endêmica do Brasil. , ocorre nas regiões Norte (Acre, Amazonas, Amapá, Pará), Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco), Centro-oeste (Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso), Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo) e Sul (Paraná) (Souza et al., 2017)
Espécies Nativas da Flora Brasileira de Valor Econômico Atual ou Potencial: Plantas para o Futuro - Região Norte Lidio Coradin; Julcéia Camillo; Ima Célia Guimaráes Viera. Brasília: MMA, 2022. 1454 p ISBN 978-65-88265-16-50
Copaifera multijuga Hayne Copaifera multijuga Hayne Copaíba-Branca
Fabaceae
Copaíba
Aromáticas
Plantae
Copaifera multijuga é uma árvore de 15-60m de altura , 6,5-118cm de DAP; ritidoma cinza a cinza-avermelhado, estrias estreitas verticais superficiais. Folhas compostas com 6-10 pares de folíolos, pecíolo e raque pubescentes a hirsutos, folíolos alternos, coriáceos, oblongo-lanceolados, base arredondada ou cuneada, ápice estreito-acuminado, faces adaxial e abaxial glabras; margens retas. Flores sésseis; sépalas externamente glabras. Frutos suborbiculares , oblongo-obovados ou oblongo-oblíquos, arilo amarelo (Martins-Silva et al., 2008).
A fitossociologia da floresta de Tapajós mostrou que C. multijuga apresentou abundância de 13 indivíduos a cada 10 hectares, representando a espécie mais importante da floresta, com índice de valor de importância (IVI=0,39) (Soares; Carvalho, 1998). Estudos de regenaração natural mostraram que a espécie possui alto potencial de regeneração e que é silvilculturalmente interessante. O seu manejo para fins não-madereiros torna-se possível devido a sua alta produção de sementes, alta taxa de germinação, com cerca de 80%, e pelo fato de sua dispersão ser do tipo barocórica (Alencar, 1981; 1984). Quanto as suas características ecológicas e fenológicas, C. multijuga é heliófita, ou seja, não tolerante a sombra, o que pode prejudicar o desenvolvimento de plântulas sob alta cobertura de dossel (Langenheim, 1981). Sua floração ocorre entre fevereiro a abril e a frutificação entre o período de abril a julho (Alencar, 1988).
Copaifera multijuga é uma espécie nativa, porém não endêmica do Brasil, ocorre nas regiões Norte (Amazonas, Pará e Rondônia) e Centro-Oeste (Mato Grosso)
Espécies Nativas da Flora Brasileira de Valor Econômico Atual ou Potencial: Plantas para o Futuro - Região Norte Lidio Coradin; Julcéia Camillo; Ima Célia Guimaráes Viera. Brasília: MMA, 2022. 1454 p ISBN 978-65-88265-16-51
Copaifera reticulata Ducke Copaifera reticulata Ducke Copaíba-Branca
Fabaceae
Copaíba
Aromáticas
Plantae
Copaifera reticulata é uma árvore de 15-60m de altura e 16-98cm de DAP, podendo apresentar discretas sapopemas, ritidoma estriado, cinza-rosado. Folhas com 4–6 pares de folíolos, pecíolo e raque pubescentes ou glabrescentes, pecíolos 0,6–2,0cm de comprimento, raque 6,0–12,3cm de comprimento. Folíolos alternos ou subopostos, cartáceos, raramente coriáceos, oblongos ou ovadoelípticos, falcados a subfalcados, assimétricos, base obtusa subequilátera, raramente cuneada, ápice acuminado, podendo apresentar apículo, os distais 3,3–6,2×1,1–2,5cm, os proximais 2,0–4,4×1,7–2,7cm e os medianos 2,9–6,1×1,1–2,3cm, faces abaxial e daxial glabras, margens retas; nervura central ambas as faces proeminente, pubescente ou glabrescente; venação laxa (média 9,3 aréolas/mm2), conspícua na face adaxial; pontuações translúcidas geralmente presentes; peciólulos pubescentes ou glabrescentes, 0,2–0,8cm de comprimento.
A floração de C. reticulata ocorre de janeiro a março e a frutificação ocorre de março a outubro (Muniz, 2008). A germinação das sementes de copaíba ocorre em um curto período de tempo e, pelo fato das sementes caírem ao pé da árvore, observa-se uma grande quantidade de plântulas, alguns meses depois da frutificação. As sementes são muito apreciadas por animais (tatu, jabuti, cutia, paca, etc) e a dispersão é do tipo barocórica (atua a força da gravidade), ocorrendo ainda a dispersão por aves, que as levam a grandes distâncias (Rigamonte-Azevedo et al., 2004).
Copaifera reticulata ocorre nas regiões Norte (Amapá, Pará e Roraima) e Centro-Oeste (Mato Grosso)
Espécies Nativas da Flora Brasileira de Valor Econômico Atual ou Potencial: Plantas para o Futuro - Região Norte Lidio Coradin; Julcéia Camillo; Ima Célia Guimaráes Viera. Brasília: MMA, 2022. 1454 p ISBN 978-65-88265-16-52
Cyperus articulatus L. Cyperus articulatus L.
Cyperaceae
Priprioca
Aromáticas
Plantae
Planta perene, rizoma rígido, com tubérculos cobertos por brácteas avermelhadas, lanceoladas, multinérvias; escapo cilíndrico a trígono, liso, 0,3-2,5m de altura, geralmente septado quando seco. Folha geralmente sem lâmina, bainha 8-25cm comprimento. Inflorescência 2-3 brácteas, eretas, 1-10cm, a inferior sendo continuidade do escapo; raios primários 2-4, até 10cm de comprimento, eretos, raios secundários ausentes, espigas ovoides a sub-umbeladas, 1,5-3cm de comprimento; ráquila com ala hialina, espiguetas 10-30cm, ascendentes, 3,2-3,5mm de comprimento, gluma castanha a ligeiramente avermelhada, com carena esverdeada, mútica ou breve-mucronada, oval 2,8-3mm de comprimento, ápice agudo, 5-7-nervada, estigmas 3, estames 3,aquênio triquetro, castanho, obovóide-oblongo (Rocha, 2008).
Alguns fatores são levados em consideração para o cultivo e produção de priprioca. Os solos argilosos e com elevado teor de matéria orgânica são os mais indicados; as áreas devem ser planas ou levemente inclinadas e apresentar boa drenagem; as melhores condições de crescimento são proporcionadas pelo clima quente, bem ensolarado e com chuvas mais ou menos distribuídas durante o ano, como nas regiões tropicais e subtropicais (Silva et al., 2008). cultivo deve ser conduzido em condições de sol pleno, pois a espécie não tolera sombreamento (Castellani et al., 2011).
Espécie nativa, mas não endêmica do Brasil. Possui ocorrência confirmada nas regiões Norte (Amapá, Amazonas, Pará), Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe); Centro-Oeste (Mato Grosso do Sul, Mato Grosso); Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo) e Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) (Flora do Brasil, 2017; Matzenauer et al., 2020)
Espécies Nativas da Flora Brasileira de Valor Econômico Atual ou Potencial: Plantas para o Futuro - Região Norte Lidio Coradin; Julcéia Camillo; Ima Célia Guimaráes Viera. Brasília: MMA, 2022. 1454 p ISBN 978-65-88265-16-53
Dipteryx odorata (Aubl.) Forsyth f. Dipteryx odorata (Aubl.) Willd. Cumaru Ferro
Fabaceae
Cumaru
Aromáticas
Plantae
Árvore de porte elevado, com altura de 20-30m, dotada de copa globulosa. Tronco ereto e cilíndrico, de 50-70cm de diâmetro, com casca pouco espessa, rugosa e descamante em placas irregulares. Folhas alternas, alado-pecioladas, compostas imparipinadas. Folíolos alternos, em número de 7-9, curto-peciolulados, coriáceos, glabros em ambas as faces e brilhantes na face superior, de 10 a 20cm de comprimento e 4-8cm de largura. Inflorescências em panículas terminais ferrugíneo-pubescentes, com flores perfumadas (Lorenzi, 2002). As flores são hermafroditas, aromáticas, pequenas, zigomorfas, com perianto rosado e curtamente pediceladas. O fruto é do tipo legume drupáceo e ovalado, lenhoso, com endocarpo tardiamente deiscente após a decomposição do mesocarpo, medindo de 5cm a 6,5cm de comprimento por 3,5cm de largura, com uma só semente. O fruto possui casca de superfície lisa (mesocarpo), tem cheiro aromático não agradável e é resinosa. Quando a semente está seca e sem o mesocarpo, as duas valvas se separam facilmente com um golpe de martelo. A estrutura da casca é toda especial, cheia de cavidades pequenas, nas quais se encontra uma copal na proporção de aproximadamente 18%
A espécie D. odorata é uma planta perenifólia, ciófita, indiferente quanto às condições de solo, característica e exclusiva da floresta pluvial amazônica. Apresenta frequência elevada, porém um tanto descontínua e irregular ao longo de sua ampla área de ocorrência. Ocorre preferencialmente no interior da mata primária de terra firme. Dipteryx odorata é uma espécie da fase final de sucessão considerada clímax ou clímax exigente em luz. Com relação ao clima, é característica de regime de precipitações com chuvas periódicas, possui deficiência hídrica de pequena a moderada no Amazonas, no Acre, no Pará, em Rondônia e no norte de Mato Grosso. Sua floração ocorre de agosto a outubro, no Pará, de setembro a outubro, no Amazonas e os frutos maduros ocorrem de abril a julho, no Pará. Na Amazônia, essa espécie começa a produção de frutos aos 4 ou 5 anos de idade (Carvalho, 2009)
Espécie nativa, não endêmica do Brasil, distribuída nas regiões Norte (Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima), Nordeste (Maranhão) e Centro-Oeste (Mato Grosso) (Flora do Brasil, 2017)
Espécies Nativas da Flora Brasileira de Valor Econômico Atual ou Potencial: Plantas para o Futuro - Região Norte Lidio Coradin; Julcéia Camillo; Ima Célia Guimaráes Viera. Brasília: MMA, 2022. 1454 p ISBN 978-65-88265-16-54
Hyptis crenata Pohl ex Benth Hyptis crenata Pohl ex Benth.
Lamiaceae
Salva-do-marajó
Aromáticas
Plantae
Arbusto, subarbusto ou erva ereta, haste suculenta, pilosa; folhas oposto-decussadas, coriáceas, sésseis, elípticas, ápice agudo ou arredondado, base arredondada ou cordiforme, margem serreada; inflorescências axilares, dispostas em capítulos pedunculados, com brácteas lanceoladas, acuminadas; flores com cálice tubuloso ; corola com tubo infundibuliforme, androceu com estames esbranquiçados e anteras unitecas (Di Stasi; Hiruma-Lima, 2002; Van den Berg, 2010).
Um estudo sobre a fenologia de H. crenata na Amazônia mostrou que sua floração ocorre durante o ano inteiro, com maior incidência nos meses de setembro a novembro, enquanto sua frutificação ocorre no período de setembro a abril, com maior incidência em janeiro (Neves et al., 2004). No domínio do Cerrado, a espécie frutifica no período de agosto a outubro, na metade e no final da estação seca, quando as queimadas ocorrem mais frequentemente. H. crenata não é resistênte ao fogo, por isso é dependente de dispersores de sementes (Fichino et al., 2016). A polinização da espécie ocorre principalmente por abelhas e seu néctar é uma fonte para a produção de mel (Silva et al., 2012). Devido ao seu crescimento rápido e facilidade de propagação, em alguns locais é considerada planta invasora, especialmente, em área de cultivo de arroz e melancia (Erasmo et al., 2004).
Espécie nativa, não endêmica do Brasil, com ocorrência confirmada também na Bolívia. No Brasil ocorre, nas regiões Norte (Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins), Nordeste (Bahia, Maranhão, Piauí); Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso) e Sudeste (Minas Gerais) (Flora do Brasil, 2018; Tropicos, 2018; Antar; Harley, 2020).
Espécies Nativas da Flora Brasileira de Valor Econômico Atual ou Potencial: Plantas para o Futuro - Região Norte Lidio Coradin; Julcéia Camillo; Ima Célia Guimaráes Viera. Brasília: MMA, 2022. 1454 p ISBN 978-65-88265-16-55
Licaria puchury-major (Mart.) Kosterm Licaria puchury-major (Mart.) Kosterm.
Lamiaceae
Puxuri
Aromáticas
Plantae
Árvore que pode alcançar entre 15-20m de altura, córtex aromático e râmulos glabros. Folhas alternas ou subopostas, cartáceas ou subcoriáceas, elípticas de 8-14cm de comprimento e 3,5-5,5cm de largura, ápice acuminado ou brevemente caudato, base obtusa ou tendendo a aguda, glabras e lustrosas na face ventral, pardacentas e semi-lustrosas, mais claras na face dorsal. Flores amarelo-esverdeadas com perianto tubuloso, cilíndrico, com lobos agudos reunidas em inflorescências racemo-paniculadas, axilares; gineceu de ovário glabro, elipsoide; estilete curto e estigma atrofiado, obtuso; androceu com dois verticilos externos estéreis; anteras três; introrsas, férteis no verticilo interno. Os frutos são bagas ovoides, com 3,5cm de comprimento de 1,5cm de diâmetro; endocarpo doce e aromático, com apenas uma semente inserida em uma cúpula espessa e rugosa ; cotilédones espessos e aromáticos esverdeados quando imaturos, com tépalas persistentes e lenticelas presentes na cúpula e no pedicelo (Ribeiro et al., 1999; Berg, 2010).
Kerr (1982) afirma que o puxuri é uma árvore de fácil cultivo, havendo também a possibilidade da extração do óleo das folhas, pois não seria necessário destruir a árvore. Segundo Graça (2003) o puxuri floresce anualmente de maio a agosto, a produção de frutos é mais abundante a cada três anos e sua maturação ocorre geralmente entre os meses de fevereiro e março.
Espécie nativa, porém não endêmica do Brasil, com ocorrência restrita à Região Norte (Amazonas, Pará) (Flora do Brasil, 2017)
Espécies Nativas da Flora Brasileira de Valor Econômico Atual ou Potencial: Plantas para o Futuro - Região Norte Lidio Coradin; Julcéia Camillo; Ima Célia Guimaráes Viera. Brasília: MMA, 2022. 1454 p ISBN 978-65-88265-16-56
Piper aduncum L Piper aduncum L. Pimenta Longa
Piperaceae
Pimenta-de-macaco
Aromáticas
Plantae
Arbusto ou arvoreta de até 8m de altura, muito nodoso. Folhas com pecíolo de 0,3-0,8cm de comprimento, lâmina elíptica, ovado-elíptica ou ovado-lanceolada, 4-7cm de largura e 10-15(-23)cm de comprimento, base assimétrica, arredondado-cordada, na superfície adaxial, o limbo é verde-escuro, bulado e com depressões nas regiões das nervuras, enquanto na superfície abaxial é verde mais claro, com aspecto faveolado devido as nervuras serem proeminentes, o ápice é agudo ou acuminado, escabrosas, ásperas ao tato em ambas as faces, glandulosas; nervuras secundárias 6-8, dispostas até acima da porção mediana. As flores são reunidas em espigas curvas, 7-14cm de comprimento, 0,2-0,3cm de diâmetro, laterais e opostas às folhas, diminutas aclamídeas, sésseis e hermafroditas; pedúnculo 1-2cm de comprimento. As inflorescências, quando jovens, são verde-claras e, quando maduras, pulverulento-acastanhadas. O fruto é uma drupa diminuta, com formato obovoide, séssil glanduloso-pubescente no ápice (Vianna; Akisue, 1997).
A espécie apresenta grande importância ecológica, devido a sua frutificação prolongada e dispersão zoocórica, sendo seus frutos bastante atrativos para a fauna e muito apreciados por morcegos. Pode ser considerada com elevado potencial de utilização na recomposição de áreas degradadas, pois além da dispersão quiropterocórica, é colonizadora de áreas alteradas, promovendo uma maior regeneração natural e densidade relativa ao longo do tempo (Barrese, 2005; Alvarenga et al., 2006). A planta é considerada autógama, formando agrupamento muito homogêneo, com baixa diversidade genética, o que sugere a possibilidade de ocorrência de elevadas taxas de autofecundação (Wadt et al., 2004). A floração reduz-se o crescimento da planta, da biomassa e, consequentemente, da formação da espiga. As sementes permanecem verdes por até 45 dias. Quando se inicia a maturação, a espiga escurece e as sementes ficam pretas, quando estão prontas para a dispersão pelo vento ou por pequenos animais. Piper aduncum é uma planta invasora no seu habitat natural, propagando-se espontaneamente após desmatamento ou queimada. Neste caso, a sua população cresce imediatamente, não permitindo o surgimento de outras espécies no seu entorno. A seleção natural entre indivíduos é feita pelo crescimento rápido da planta, causando sombreamento e impedindo a propagação de outras, o que, em um sistema de cultivo, é benéfico, já que reduz o manejo e os tratos culturais.
Espécie nativa mas não endêmica do Brasil, com ocorrência na América Central, Antilhas e América do Sul. No Brasil ocorre nas regiões Norte (Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins), Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte), Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso), Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo) e Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina) (Flora do Brasil, 2017; Guimarães et al., 2020).
Espécies Nativas da Flora Brasileira de Valor Econômico Atual ou Potencial: Plantas para o Futuro - Região Norte Lidio Coradin; Julcéia Camillo; Ima Célia Guimaráes Viera. Brasília: MMA, 2022. 1454 p ISBN 978-65-88265-16-57
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