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nó brasileiro do GBIF SiBBr
List name
Espécies Nativas da Flora Brasileira de Valor Econômico Atual ou Potencial - Plantas para o Futuro - Região Norte
Owner
sibbr.brasil@gmail.com
List type
Species characters list
Description
O livro, disponibilizado no formato de lista, apresenta mais de 150 espécies nativas da Região Norte com valor econômico atual ou com potencial e que podem ser usadas de forma sustentável na produção de medicamentos, alimentos, aromas, condimentos, corantes, fibras, forragens como gramas e leguminosas, óleos e ornamentos. Entre os exemplos estão fibras que podem ser usadas em automóveis, corantes naturais para a indústria têxtil e alimentícias e fontes riquíssimas de vitaminas. Produzido pelo Ministério do Meio Ambiente o livro contou com a colaboração e o esforço de 147 renomados especialistas de universidades, instituições de pesquisa, empresas e ONGs do Brasil e do exterior. Por meio da disponibilização dessa obra no formato de lista, os usuários podem realizar filtros diversos, obter os registros das espécies disponíveis na plataforma, além de outras informações. Instituição publicadora: Ministério do Meio Ambiente. Secretaria de Biodiversidade. Nome Completo do Responsável: Lidio Coradin, Julcéia Camillo e Ima Célia Guimarães Vieira. – Brasília, DF: MMA, 2022. Licença de uso: Licença de uso público com atribuição sem fins lucrativos (CC-BY-NC) Como citar: CORADIN, Lidio; CAMILLO, Julcéia; VIEIRA, Ima Célia Guimarães (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: plantas para o futuro: região Norte. Brasília, DF: MMA, 2022. (Série Biodiversidade; 53). 1452p. Disponível em: . Acesso em: dia mês abreviado ano (sem virgula)
URL
https://www.gov.br/mma/pt-br/assuntos/biodiversidade/manejo-euso-sustentavel/flora
Date submitted
2022-08-30
Last Update
2022-08-30
Is private
No
Included in species pages
Yes
Authoritative
No
Invasive
No
Threatened
No
Part of the sensitive data service
No
Region
Not provided
Metadata Link
https://collectory.sibbr.gov.br/collectory/public/show/drt1661896856710

159 Number of Taxa

133 Distinct Species

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Siparuna guianensis
Siparuna guianensis Aubl.
Negramina
 
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Acmella oleracea
Acmella oleracea (L.) R.K.Jansen
Jambú
 
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Bixa orellana
Bixa orellana L.
Urucum
 
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Capsicum chinense
Capsicum chinense Jacq.
 
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Capsicum frutescens
Capsicum frutescens L.
 
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Eryngium foetidum
Eryngium foetidum L.
Chicória
 
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Lippia origanoides
Lippia origanoides Kunth
 
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Mansoa standleyi
Mansoa standleyi (Steyerm.) A.H.Gentry
 
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Astrocaryum aculeatum
Astrocaryum aculeatum G.Mey.
 
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Astrocaryum vulgare
Astrocaryum vulgare Mart.
 
Action Supplied Name Scientific Name (matched) Image Author (matched) Common Name (matched) Familia Nome popular Grupo kingdom Descricão taxonômica Importância ecológica Distribuição Fonte das informações
Siparuna guianensis Aubl. Siparuna guianensis Aubl. Negramina
Siparunaceae
Capitiu
Aromáticas
Plantae
São arbustos ou arvoretas, com 5-9(-15) metros de altura, alcançando um diâmetro na altura do peito de 20cm; casca cinza e lisa, pequenos ramos jovens cilíndricos, mas achatados nos nós. Folhas simples, membranáceas, de margens lisas, opostas; pecíolos de 0,5-1,5cm de comprimento, são alongadas a elípticas ou lanceoladas, com 10-22(-33)x4-10(-16)cm, a base obtusa, o ápice acuminado, inclinado 0,5-1,0cm de comprimento, a superfície inferior com 9-11 pares de nervuras secundárias levemente salientes em cima. Inflorescência em cachos agrupados, com 1,0-1,5cm de comprimento, e de forma compacta coberta de pelos estrelados com 5-15 flores. Flores novas são amarelo-esverdeadas; flores macho em formato de copo, com 2-3mm de diâmetro, e 1,5-2,5mm de altura, 4-6 pétalas insignificantes, de modo geral triangulares, com cerca de 0,2mm de comprimento, botão floral quase desenvolvido, 10-18 estames, membranáceo distalmente estreito. Flores fêmeas são ovoides a subglobosas, com 1,8-2,5mm de diâmetro, e 2,5-3,0mm de altura, com pétalas, botão floral cônico, 3-12(-17) carpelos; 5-7 estilos expostos, livres ou formando uma coluna
As flores de Siparuna são polinizadas por moscas de hábito noturno, que visitam as flores para acasalamento e oviposição (Ribeiro et al., 1999). O gênero Siparuna é classificado como clímax exigente de luz (Ressel et al., 2004); como clímax tolerante à sombra (Nunes et al., 2003; Pinto et al., 2005) e como secundário (Souza et al., 2006). Em valores absolutos, no outono ocorreu aumento no teor de óleo essencial nas folhas e galhos. Os menores valores de radiação e pluviosidade observados nessa estação podem estar associados ao aumento no teor de óleo essencial. Em função das observações feitas em campo, a negramina, no outono, começa a emitir botões florais. Os menores valores de óleo essencial ocorreram na primavera, e nessa época observou-se que as plantas estavam na fase de frutificação e também de brotação. Os autores sugerem que pode haver limitações de recursos, considerando que a produção de óleos essenciais envolve o gasto de energia e poderia competir com esses drenos, que estão relacionados ao crescimento e à sobrevivência do vegetal.
Acmella oleracea (L.) R.K. Jansen Acmella oleracea (L.) R.K.Jansen Jambú
Asteraceae
Jambu
Condimentares
Plantae
Erva medindo entre 30-40cm de altura, ereta, ramificada, base lenhosa. Caule subcilíndrico, sulcado, glabro, espaçadamente quase sempre piloso no ápice; entrenós 1,5-10cm de comprimento. Folhas com 4,0-7,5cm de comprimento e 3-5cm de largura, ovaladas, deltoides ou cordiformes, membranáceas, decussadas, face adaxial glabra, abaxial glabra a espaçadamente pilosa sobre as nervuras, coloração verde, concolor, ápice agudo, base atenuada, margem serreada, pontuações glandulares ausentes; pecíolo 1,0-2,5cm de comprimento; nervação camptódroma-eucamptódroma. Inflorescências tipo capítulo, com 2,0-2,5cm de altura e 1,0-1,6cm de diâmetro, discoides, na maioria das vezes solitários ou dispostos aos pares no ápice dos ramos; pedúnculo 5,5- 17,0cm de comprimento, glabro a espaçadamente piloso; invólucro cônico, bi ou trisseriado; brácteas involucrais da série externa 7-8mm de comprimento e 1-3mm de largura, linear- -lanceoladas, esverdeadas, margem fimbriada, ápice agudo, podendo ser obtuso, face externa estrigosa, face interna glabra; as da série interna medem entre 6-7mm de comprimento e 2mm de largura, lanceoladas, estrigosas na face externa, margem membranácea fimbriada, ápice agudo; receptáculo 9-12mm de comprimento e 2-6mm de diâmetro, cilíndrico. Flores 500-830, andróginas, tubulosas; corola medindo em média 3mm de comprimento, tubo bem distinto do limbo, glabra, amarela, lacínios 5, com 1mm de comprimento, agudos, papilosos internamente; anteras 0,9-1,0mm de comprimento, tecas enegrecidas (Silva, 2008).
As plantas apresentam grande variabilidade morfológica, sendo observada variações, principalmente, nas quantidades de sementes produzidas pelos diferentes materiais botânicos disponíveis na Amazônia. As variedades cultivadas nos municípios do entorno de Belém (PA) produzem inflorescências maiores, com mais de 300 sementes, enquanto que o jambu nativo das áreas alagadas do município de Breves (PA), produz menos de 10 sementes por inflorescência (Gusmão, 2013a).
uma espécie bastante cosmopolita, com ocorrência em vários continentes (América, África, Ásia) e especialmente comum na América do Sul. No Brasil apresenta ocorrência confirmada nas regiões Norte (Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima), Nordeste (Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe), Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo) e Sul (Paraná, Santa Catarina) (Flora do Brasil, 2018)
Espécies Nativas da Flora Brasileira de Valor Econômico Atual ou Potencial: Plantas para o Futuro - Região Norte Lidio Coradin; Julcéia Camillo; Ima Célia Guimaráes Viera. Brasília: MMA, 2022. 1454 p ISBN 978-65-88265-16-62
Bixa orellana L. Bixa orellana L. Urucum
Bixaceae
Urucum
Condimentares
Plantae
Arbusto ou arvoreta, com ampla heterogeneidade de altura e forma da planta, forma e cor de folhas, flores e frutos; as plantas medem de 2 a 4m de altura, com ramificação densa e esgalhada. Caule com casca rugosa fina cinza-esverdeada, com cicatrizes foliares proeminentes, amarelo-pálidas internamente, latescente. Ramos jovens com lenticelas proeminentes e indumentos de pelos avermelhados. Folhas simples alternas, longo pecioladas, lâmina lato-ovada, membranáceas, de 5-20cm de comprimento por 2-15cm de largura; margem inteira ápice atenuado-acuminado; base ligeiramente cordada, glabra na face adaxial e pilosa na abaxial; pelos escamosos e adpressos; nervuras avermelhadas quando jovens, nervação do tipo actinódromo perfeito; pecíolo de 5-8cm de comprimento por 2mm de espessura com pulvino superior e inferior densamente escamosos, com um par de glândulas amarelo-claras inseridas no caule perto da base do pecíolo. Estípulas presentes, membranáceas de 3-5mm de comprimento, persistentes, axilares. Inflorescência com flores dispostas em panículas terminais de 10-15cm de comprimento. Flores hermafroditas, actinomorfas, diclamídeas, dialipétalas de 4cm de diâmetro. Frutos cápsula oblonga, 5-7cm de comprimento por 4-4,5cm de largura. Sementes são recobertas por um envoltório (arilo) vermelho, que lhes dá a cor característica.
O cultivo do urucum têm se estendido bastante pelas áreas tropicais do mundo, pois é uma espécie pouco exigente em solo, sendo bem adaptada e crescendo satisfatoriamente em solos pouco enriquecidos, a exemplo das condições Amazônicas (Alonso, 2004). produção de frutos se inicia no terceiro ano de plantio, quando é possível iniciar a colheita das sementes. As plantas em cultivo têm vida útil entre 10 a 12 anos. O período de frutificação ocorre cerca de 30 dias após a floração. O rendimento das sementes varia de região para região, de acordo com a variedade cultivada, solo e clima, mas pode variar, em média, entre 300 a 900 quilos por hectare (Satyanarayana et al., 2003).
Planta nativa mas não endêmica do Brasil, desenvolvendo-se também em outras regiões da América do Sul e Central. Ocorre em países tropicais como Peru, México, Equador, Indonésia, Índia, Quênia e leste da África (Elias et al., 2002). No Brasil, ocorre nas regiões Norte (Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins), Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe), Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso), Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo) e Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina)(Antar, 2017).
Espécies Nativas da Flora Brasileira de Valor Econômico Atual ou Potencial: Plantas para o Futuro - Região Norte Lidio Coradin; Julcéia Camillo; Ima Célia Guimaráes Viera. Brasília: MMA, 2022. 1454 p ISBN 978-65-88265-16-63
Capsicum chinense Jacq. Capsicum chinense Jacq.
Solanaceae
Pimenta
Condimentares
Plantae
Capsicum chinense é planta semiperene, arbustiva com 0,45-0,76m (-1m) de altura; hábito de crescimento variando entre ereto, prostrado ou compacto; folhas e ramos essencialmente glabros, folhas ovadas a ovado-lanceoladas de 10,5cm, largas, macias ou rugosas, de tonalidade verde claro a escuro; as flores se apresentam em número de duas a cinco por nó (raramente solitárias); na antese, os pedicelos são geralmente inclinados ou pendentes, porém, podem se apresentar eretos; a corola é branca esverdeada sem manchas (raramente branca ou com manchas púrpuras) e com lobos planos (que não se dobram); as anteras são geralmente azuis, roxas ou violetas; os cálices dos frutos maduros são pouco dentados e, tipicamente, apresentam uma constrição anelar na junção com o pedicelo; os frutos são de várias cores e formas, geralmente pendentes, persistentes, com polpa firme; as sementes são cor de palha (Smith; Heiser, 1957; Embrapa Hortaliças, 2007).
As pimentas do gênero Capsicum são, preferencialmente, autógamas, ou seja, o pólen e o óvulo que é fecundado pertencem a uma mesma flor, o que facilita a sua reprodução, embora a polinização cruzada também possa ocorrer entre indivíduos dentro da mesma espécie e entre espécies do gênero; a polinização cruzada pode variar em taxas de 2 a 90% e, pode ser facilitada por alterações morfológicas na flor, pela ação de insetos polinizadores, por práticas de cultivo (local, adensamento ou cultivo misto), entre outros fatores (Embrapa Hortaliças, 2007). A colheita das pimentas é variável, podendo iniciar-se por volta dos 110 dias após o transplante. Na colheita, corta-se o pedúnculo do fruto com canivete ou tesoura de poda bem afiada, evitando danos aos frutos e à planta (Reifschneider, 2000).
Capsicum chinense ocorre em todas as regiões, exceto Alagoas, Rio Grande do Norte, Sergipe e Paraná (áreas a serem confirmadas)
Espécies Nativas da Flora Brasileira de Valor Econômico Atual ou Potencial: Plantas para o Futuro - Região Norte Lidio Coradin; Julcéia Camillo; Ima Célia Guimaráes Viera. Brasília: MMA, 2022. 1454 p ISBN 978-65-88265-16-64
Capsicum frutescens L. Capsicum frutescens L.
Solanaceae
Pimenta
Condimentares
Plantae
Capsicum frutescens é planta perene com altura variando de 1,5-2,0m; caules e folhas glabros a muito pubescentes; folhas maleáveis; as flores se formam em número de uma a três por nó (ocasionalmente fasciculadas); na antese, os pedicelos são tipicamente eretos; a corola é branca esverdeada, sem manchas e, geralmente, os lobos dobram-se para trás; as anteras são geralmente azuis, roxas ou violetas; os cálices dos frutos maduros são poucos a não dentados e não apresentam constrição anelar na junção com o pedicelo; os frutos medem até 3cm de comprimento por até 0,5cm de diâmetro. Quando maduros, geralmente são vermelhos a laranja escuro, cônicos, eretos, parede muito delgada, com polpa mole; as sementes têm coloração amarelada e são mais espessas no hilo (Yamamoto; Nawata, 2005; Embrapa Hortaliças, 2007; Lorenzi; Matos, 2008).
As pimentas do gênero Capsicum são, preferencialmente, autógamas, ou seja, o pólen e o óvulo que é fecundado pertencem a uma mesma flor, o que facilita a sua reprodução, embora a polinização cruzada também possa ocorrer entre indivíduos dentro da mesma espécie e entre espécies do gênero; a polinização cruzada pode variar em taxas de 2 a 90% e, pode ser facilitada por alterações morfológicas na flor, pela ação de insetos polinizadores, por práticas de cultivo (local, adensamento ou cultivo misto), entre outros fatores (Embrapa Hortaliças, 2007). A colheita das pimentas é variável, podendo iniciar-se por volta dos 110 dias após o transplante. Na colheita, corta-se o pedúnculo do fruto com canivete ou tesoura de poda bem afiada, evitando danos aos frutos e à planta (Reifschneider, 2000).
C. frutescens também ocorre em todas as regiões, a exceção de Acre e Roraima (áreas a serem confirmadas)
Espécies Nativas da Flora Brasileira de Valor Econômico Atual ou Potencial: Plantas para o Futuro - Região Norte Lidio Coradin; Julcéia Camillo; Ima Célia Guimaráes Viera. Brasília: MMA, 2022. 1454 p ISBN 978-65-88265-16-65
Eryngium foetidum L. Eryngium foetidum L. Chicória
Apiaceae
Chicória
Condimentares
Plantae
Erva de pequeno porte, acaule, anual e bianual, de rizoma subterrâneo, rasteiro, com feixes de raízes nos nós. Folhas de inserção espiralada formando rosetas, com limbo inteiro, sésseis ou com pecíolo invaginante. Flores andróginas diclamídeas, dialipétalas, dispostas em glomérulos densos, globosos a alongados. Cada grupamento simples de glomérulos é envolvido na base por um involucelo de brácteas. Este involucelo é constituído por uma ou mais brácteas palmatissectas. Cálice com tubo adnato ao hipâncio, com bordo 5-denteado; pétalas 5 com ápice inflexo; estames 5 inseridos em um disco epígino; ovário ínfero, estiletes 2 dilatados na base. Fruto tipo esquizocarpo, constituído por dois aquênios planos na face de união; mesocarpo e endocarpo constituídos por várias camadas de células lignificadas conferindo certa dureza. Semente com testa fina, endosperma carnoso e embrião diminuto (Barroso, 1984).
A espécie vegeta bem mesmo em áreas perturbadas, desde que haja incidência de luz moderada. Desenvolve-se de forma aglomerada e seus frutos produzem quantidade abundante de sementes. A intensidade de luz influi na morfologia da planta. Em áreas sombreadas as folhas são grandes e eretas, enquanto que em plena luz as folhas são mais coriáceas e seu crescimento é em forma de roseta. É uma espécie muito frequente em regiões tropicais e subtropicais úmidas (Sánchez; Valverde, 2000). Mamoré (2017) relata o cultivo da espécie em diferentes condições de disponibilidade hídrica, simulando ambientes xéricos e alagados. Os estudos morfoanatômicos mostraram que a espécie é tolerante aos dois tipos de ambientes, evidenciando adaptações estruturais para cada um deles.
Espécie nativa, não endêmica do Brasil, com ocorrência confirmada apenas para a região Norte (Acre, Amazonas) . Possível ocorrência também nos estados do Amapá, Pará, Rondônia e Roraima (Flora do Brasil, 2017; Lucas; Cardozo, 2020).
Espécies Nativas da Flora Brasileira de Valor Econômico Atual ou Potencial: Plantas para o Futuro - Região Norte Lidio Coradin; Julcéia Camillo; Ima Célia Guimaráes Viera. Brasília: MMA, 2022. 1454 p ISBN 978-65-88265-16-66
Lippia origanoides Kunth Lippia origanoides Kunth
Verbenaceae
Salva-do-marajó
Condimentares
Plantae
Arbusto medindo entre 0,8-3,0 metros de altura, caules, em geral densamente estrigoso, raramente hispido ou ligeiramente estrigoso, entrenós (1-)2-9cm de comprimento. Folhas geralmente opostas, às vezes trifoliadas; pecíolos com 0,1-2,4cm de comprimento, folhas raramente sésseis, pubescência estrigosa raramente hispida; lâminas 0,5-6,1x0,3-3,5cm, elípticas ou ovadas, cuneadas na base ou raramente arredondadas, ápice agudo raramente obtuso, margem crenada, venação pinada acrodrodoma raramente perfeito, superfície adaxial estrigosa e superfície abaxial sericea. Inflorescências frondosas, (dois) 3-6 florescências por axila, pedúnculos 0,2-2,6cm de comprimento, estrigosos, raramente hispidos, inflorescência (0,3-)0,4-1,2(-1,5)cm de comprimento, brácteas 0,2-0,5cm de comprimento; ápice curvo ou reto; brácteas apicais livres; superfície abaxial ligeiramente estrigosa apenas na base e sobre a veia central, raramente superfície pubescente, superfície adaxial estrigosa. Cálice 0,1-0,2cm de comprimento, superfície externa estrigosa. Corola 0,2-0,6cm de comprimento, superfície externa ligeiramente estrigosa. Sementes 0,1-0,2cm de comprimento (Vieira et al., 2016).
Souza et al. (2007) avaliaram a influência do sombreamento na produção de fitomassa e óleo essencial de L. origanoides. Os resultados indicaram que o crescimento da espécie e a produção de óleo essencial são favorecidos sob luz plena, embora as plantas suportem sombreamento parcial sem comprometimento da produção de fitomassa.
Espécie nativa, não endêmica do Brasil, com ocorrência em alguns países da América Central (México, Guatemala e Cuba) e na América do Sul (Guiana, Venezuela, Brasil, Chile e Colômbia) (Suárez et al., 2008; Vicuña et al., 2010; Betancur-Galvis et al., 2011; Ribeiro et al., 2014). No Brasil, L. origanoides tem ocorrências confirmadas nas regiões Norte (Amazonas, Pará, Roraima, Tocantins), Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Piauí, Sergipe), Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso), Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo) e Sul (Paraná) (Flora do Brasil, 2018; Salimena; Cardoso, 2020).
Espécies Nativas da Flora Brasileira de Valor Econômico Atual ou Potencial: Plantas para o Futuro - Região Norte Lidio Coradin; Julcéia Camillo; Ima Célia Guimaráes Viera. Brasília: MMA, 2022. 1454 p ISBN 978-65-88265-16-67
Mansoa standleyi (Steyerm.) A.H.Gentry. Mansoa standleyi (Steyerm.) A.H.Gentry
Bignoniacea
Cipó-de-alho
Condimentares
Plantae
Mansoa standleyi caracteriza-se por apresentar cipó escandente, vigoroso, noduloso e anguloso; pecíolo glabro; peciólulo intumescido próximo à inserção do pecíolo e na base da folha; folhas compostas, opostas, com dois folíolos, opostos e algumas vezes apresentando uma gavinha trífida entre os dois folíolos; lâmina foliar elíptica, membranácea, margem lisa, com a face superior verde-oliva-brilhante e pontuações escuras, levemente promínulas, nervuras impressas; face inferior verde opaca com as pontuações arredondadas e brilhantes, nervuras proeminentes; ápice agudo ou curto-acuminado, base cuneada ou raramente arredondada. Inflorescência em panícula axilar ou terminal, flores com duas brácteas vermelho-violetas na base de cada flor; cálice cupular, 5-dentado, possuindo áreas com glândulas elevadas, vermelho-violáceas. Corola com base tubular e extremidades tubular-campanuladas, róseo-avermelhadas; estames didínamos, um único estaminódio; ovário linear-cilíndrico; óvulos organizados em duas séries; fruto cápsula oblonga com as extremidades arredondadas, sementes achatadas, bialadas (Oliveira; Zoghbi, 2012).
A floração de M. standleyi ocorre nos meses de setembro, outubro, novembro, janeiro, fevereiro e março e a frutificação nos meses de novembro e dezembro (Lopes; Jardim 2008), a localização dos frutos é dificultada pela grande massa foliar das plantas (Oliveira; Zoghbi, 2012). Mansoa standleyi se desenvolve, tanto em terra preta quanto em areia, mas em condições controladas de luz, sendo recomendado um mínimo de 50% de sombreamento (Morais, 2008). Lopes e Jardim (2008) avaliaram a fenologia e a biologia floral de M. standleyi e verificaram que as abelhas pertencentes aos gêneros Bombus e Trigona são consideradas os principais visitantes e duas espécies de formigas mostraram-se como agentes pilhadores
Espécie nativa, mas não endêmica do Brasil, com distribuição restrita à Região Norte, nos Estados do Amazonas e Pará (Flora do Brasil, 2017)
Espécies Nativas da Flora Brasileira de Valor Econômico Atual ou Potencial: Plantas para o Futuro - Região Norte Lidio Coradin; Julcéia Camillo; Ima Célia Guimaráes Viera. Brasília: MMA, 2022. 1454 p ISBN 978-65-88265-16-68
Astrocaryum aculeatum G.Mey Astrocaryum aculeatum G.Mey.
Arecaceae
Tucumã-açu
Corantes
Plantae
Astrocaryum aculeatum apresenta crescimento monopodial e é monoica. Tronco ereto, com até 25m de altura e 30cm de diâmetro, espinhos dispostos em forma de anéis sob toda a sua extensão, que se adensam na parte superior. Folhas ascendentes e pinadas, atingindo de 4 a 5m de comprimento, contendo também espinhos na região basal. Inflorescências medindo entre 1-1,5m, sendo que as flores femininas ficam localizadas na parte basal dos ramos da espádice, e as flores masculinas, em maior quantidade, ocupam o restante de cada ramo. Os frutos são drupas subglobosas a elipsoides possuem: epicarpo liso, firme e de coloração verde-amarelada; mesocarpo firme, fibroso, oleaginoso e de coloração amarelo-alaranjado; e um endocarpo consistente, escuro e lenhoso, que contém, em seu interior, uma amêndoa (endosperma). As sementes são globulares, oblongas e raramente elipsoides, medem cerca de 4cm de diâmetro e pesam de 22 a 53g; o tegumento fino possui coloração pardo-castanha; o endosperma apresenta-se na forma sólida (parte externa, homogênea, consistente e branca) e líquida (parte interna e incolor) (Cavalcante, 1991; Lorenzi et al., 2004; Costa et al., 2005; Barcelar-Lima et al., 2006).
Por se tratar de espécies de ocorrência espontânea em áreas de regeneração natural, a exploração do tucumã é basicamente extrativista. As sementes de tucumã apresentam um período relativamente grande de dormência, o que pode ocorrer em função da resistência do endocarpo que as envolve, que dificulta o contato com a água, restringe a difusão de oxigênio e/ou impõem resistência mecânica ao crescimento do embrião e à subsequente emergência da plântula (Lorenzi et al., 2004; Cymerys, 2005; Gentil; Ferreira, 2005). O conjunto de características florais, aliado à abundância de pólen e ao forte odor de várias partes da inflorescência, atrai os visitantes florais, indicando que o tucumã tem como principal estratégia de polinização a cantarofilia, sendo Terires minusculus e Mystrops spp seus polinizadores efetivos (Oliveira et al., 2003). De uma maneira geral, os tucumãs são considerados palmeiras pioneiras e, em alguns casos, até invasoras de pastagens, sendo encontradas em capoeiras e florestas, se desenvolvendo bem em solos pobres de terra firme, savana, pastagens e roçado. Frequentemente, estão associadas a áreas degradadas e de vegetação secundária, por apresentar uma boa resistência ao fogo, o que ocorre em função da capacidade de rebrotar após as queimadas e regenera-se facilmente por perfilhar (Gentil; Ferreira, 2005; Cymerys, 2005; Yuyama et al., 2008). Raramente são encontrados plantios comerciais (Revilla, 2001), a ocorrência em fazendas, sítios e quintais está geralmente associada à dispersão natural e à dispersão involuntária feita pelo homem ou, ainda, à manutenção de plantas jovens e adultas, mesmo em áreas destinadas a pastagens (Gentil; Ferreira, 2005)
O tucumã-do-Amazonas (A. aculeatum) pode ser encontrado no Brasil, Venezuela, Bolívia, Guiana, Peru e Colômbia (Cavalcante, 1991; Costa et al., 2005; Barcelar-Lima et al., 2006). No Brasil ocorre nas regiões Norte (Acre, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima) e Centro-Oeste (Mato Grosso) (Flora do Brasil, 2017)
Espécies Nativas da Flora Brasileira de Valor Econômico Atual ou Potencial: Plantas para o Futuro - Região Norte Lidio Coradin; Julcéia Camillo; Ima Célia Guimaráes Viera. Brasília: MMA, 2022. 1454 p ISBN 978-65-88265-16-69
Astrocaryum vulgare Mart. Astrocaryum vulgare Mart.
Arecaceae
Tucumã
Corantes
Plantae
Astrocaryum vulgare é reconhecida por ser, predominantemente, multicaule (forma touceira), de porte médio, alcançando de 10 a 15m de e altura, com 15 a 20cm de diâmetro, com espinhos negros e flexíveis de concentração variável, dispostos em anéis que vão desde a base do tronco até a coroa de folhas. Tem a capacidade de emitir até 18 perfilhos e produzir de 2 a 5 cachos e cerca de 50 quilos de frutos de cor amarelo-avermelhados. As folhas são compostas, pinadas e com inserção quase ereta, alcançando de 5 a 7m de comprimento, além de possuir espinhos também de tamanhos variáveis na ráquis, bainha foliar e nos bordos e nervura principal das pinas (Cavalcante, 1991; Villachica et al., 1996)
Por se tratar de espécies de ocorrência espontânea em áreas de regeneração natural, a exploração do tucumã é basicamente extrativista. As sementes de tucumã apresentam um período relativamente grande de dormência, o que pode ocorrer em função da resistência do endocarpo que as envolve, que dificulta o contato com a água, restringe a difusão de oxigênio e/ou impõem resistência mecânica ao crescimento do embrião e à subsequente emergência da plântula (Lorenzi et al., 2004; Cymerys, 2005; Gentil; Ferreira, 2005). . O conjunto de características florais, aliado à abundância de pólen e ao forte odor de várias partes da inflorescência, atrai os visitantes florais, indicando que o tucumã tem como principal estratégia de polinização a cantarofilia, sendo Terires minusculus e Mystrops spp seus polinizadores efetivos (Oliveira et al., 2003). No caso específico de A. vulgare, essa espécie frutifica, inicialmente, entre 4 e 8 anos após a germinação, sempre no período chuvoso. Se bem manejada, essa palmeira pode frutificar o ano inteiro (Lorenzi et al., 2004; Cymerys, 2005).De uma maneira geral, os tucumãs são considerados palmeiras pioneiras e, em alguns casos, até invasoras de pastagens, sendo encontradas em capoeiras e florestas, se desenvolvendo bem em solos pobres de terra firme, savana, pastagens e roçado. Frequentemente, estão associadas a áreas degradadas e de vegetação secundária, por apresentar uma boa resistência ao fogo, o que ocorre em função da capacidade de rebrotar após as queimadas e regenera-se facilmente por perfilhar (Gentil; Ferreira, 2005; Cymerys, 2005; Yuyama et al., 2008). Raramente são encontrados plantios comerciais (Revilla, 2001), a ocorrência em fazendas, sítios e quintais está geralmente associada à dispersão natural e à dispersão involuntária feita pelo homem ou, ainda, à manutenção de plantas jovens e adultas, mesmo em áreas destinadas a pastagens (Gentil; Ferreira, 2005) No caso específico de A. vulgare, a densidade com que essas palmeiras são encontradas em uma determinada área ou região é bastante variável, em função da sua ocorrência na forma de manchas, o que não permite o estabelecimento de um padrão de ocorrência (Pesce, 2009).
O tucumã-do-Pará (A. vulgare) tem ocorrência registrada no Brasil, Peru, Venezuela, Guianas e no Suriname (Cavalcante, 1991; Cymerys, 2005). No Brasil ocorre nas regiões Norte (Amapá, Pará, Tocantins), Nordeste (Maranhão) e Centro-Oeste (Goiás) (Flora do Brasil, 2017)
Espécies Nativas da Flora Brasileira de Valor Econômico Atual ou Potencial: Plantas para o Futuro - Região Norte Lidio Coradin; Julcéia Camillo; Ima Célia Guimaráes Viera. Brasília: MMA, 2022. 1454 p ISBN 978-65-88265-16-70
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